
AXÉ ILÊ OBÁ / A FORÇA DA CASA DO REI
Garoto, só olhava!
O Axé Ilê Obá, é uma casa que povoava meu inconsciente quando garoto. Há, quase que de frente com o Palácio de Xangô um colégio, o Professor Arthur Wolf Neto, passei lá, alguns anos da minha vida, morava pertinho e me ligava no burburinho daquela casa.
Na época tinha algum interesse, mais pela curiosidade que qualquer coisa, minha mãe frequentava umbanda mas nunca nos obrigou a fazê-lo.
O tempo passou, fui morar em outras regiões de São Paulo e sempre que passava por ali, pensava, preciso conhecer esse lugar. Anos após deixar de estudar naquele colégio conheci a casa, à época ainda sob o comando de Mãe Sylvia de Oxalá.
Mais um pouco de tempo passou e quando resolvi fazer esse tipo de registro, que levaria esse nome: "Dia de Axé, uma festa no candomblé", não pensei em outro lugar para começar, através de amigos em comum consegui com o Péricles, que hoje comanda a casa ao lado de sua irmã Paula de Yansã a autorização para fazer os registros das festas que acontecem ali, e como não poderia ser diferente e as coisas acontecem como devem acontecer, essa primeira festa foi de Ogum, o Orixá que me rege, o senhor dos caminhos.
Não vou ficar aqui contando a história do Axé Ilê Obá pois eles hoje têm um site muito bem produzido e com ótimo conteúdo, sugiro a quem quiser saber mais sobre o primeiro terreiro de candomblé, tombado como patrimônio histórico no estado de São Paulo pelo Condephaat visitá-lo no ambiente virtual e porque não dar uma passada por lá, na Rua Azor Silva, 77 - Vila Fachini.
